Os intermediários de crédito estão a estabelecer-se como uma parte importante na estrutura de acesso ao crédito pelos consumidores, e prova disso são os dados de 2025: 51% do montante de crédito ao consumo e 56% do montante do crédito habitação foram realizados com intermediários de crédito. O Banco de Portugal emitiu o seu costumeiro Boletim Económico e aborda o papel dos intermediários e como se estão a estabelecer no mercado de crédito português.
A facilidade na gestão processual atrai muitos consumidores pois permite maior cuidado na preparação da documentação necessária, correto preenchimento dos documentos pré contratuais, acesso a várias propostas diferentes com uma explicação adaptada a cada cliente, o que torna todo o processo mais simples, informado e eficiente. O apoio prestado aos consumidores de crédito contribui para o aumento da inclusão financeira, ultrapassar dificuldades burocráticas para acesso a crédito, ajudar a reduzir os custos relativos à procura do produto de crédito correto, acrescentando também processos de despiste de fraude e evitar contratação do produto de crédito menos adequado ou com a instituição menos indicada.
Segundo o relatório do Banco de Portugal, fica claro que os consumidores que contratam crédito com recurso a intermediários de crédito tendem a ter menos incumprimento nas suas responsabilidades de crédito. Apenas 0,03% do crédito pessoal e 0,05% de crédito automóvel apresentam incumprimento, enquanto que produtos de crédito contratados diretamente nas instituições de crédito comparam com 1,2% e 0,3% de incumprimento nos tipos de crédito. Dados dos últimos 5 anos também mostram uma diferença vincada, neste período a percentagem de clientes que contratam o seu primeiro crédito têm recorrido mais a intermediários de crédito. No acesso a crédito automóvel, 84% dos montantes foram para clientes sem crédito anterior, enquanto que nas instituições bancárias o valor é de cerca 35%.